Parece que foi “ontem” que comprei a minha V-Strom 650 e, no entanto, já lá vão 4 anos desde que a tenho.
Com a bonita idade de 4 anos, a V-Strom teve que ser alvo da tal inspecção Técnica Periódica, que apenas é obrigatória nos Açores.
No caso das motas acima dos 125 cc é feita a primeira inspecção aos 4 anos (quando adquirida nova) e depois anualmente. Uma boa forma de “sacar” dinheiro ao pessoal das motas. Já não bastava o selo…
Mas vamos ao que interessa.
Ontem, dia 17 de Março, levei A V-Strom à sua primeira inspecção, a qual foi realizada na CENTROVIA (Centro de Inspecção de Viaturas dos Açores, Lda), situada em Ponta Delgada, mais concretamente na Nordela-Santa Clara, um pouco mais á frente do antigo matadouro.
Após passar pela parte burocrática, nomedamente, o registo informátco dos dados da mota, em que é pedido o Livrete, Registo de Propriedade e Seguro, passei para a inspecção propriamente dita.
No passado, já tinha feito inspecção a 2 antigas motas minhas, as quais foram do tipo “só para inglês ver”, pois o rigor deixava muito a desejar. Mas passados estes anos todos, as técnicas de inspecção às motas evoluiram e o rigor também.
A primeira fase da inspecção consiste em verificar toda a iluminação da mota, nomedamente as luzes médias e altas, piscas e luz de stop, isto é, verificar se as mesmas estão a funcionar correctamente. Inclusivé, têm uma máquina que verifica se as luzes médias e altas estão a ser projectadas correctamente e se são nítidas.
Também foi verificado o estado dos pneus e se as medidas dos mesmos estão de acordo com as que estão indicadas no Livrete.
Seguidamente, verificação do sistema de travagem, dianteiro e traseiro. Antigamente era o propietário é que se sentava em cima da mota e colocava a roda dianteira e depois a traseira em cima de uns rolos que fazem dgirar as mesmas e obedecia às instrucções do Inspector, ou seja, mandanto travar.
Agora mudou, o Inspector é que assume os comandos da nossa “menina” e realiza toda a operação, isto é, colocação das rodas (uma de cada vez) nos tais rolos e verificação da qualidade da travagem. Acho que esta medida é para evitar “aldrabices” por parte de “chicos espertos”. Mas ao ver este Senhor montar a minha V-Strom não fiquei lá muito satisfeito, pois esta é uma “menina” com algum porte, como o próprio verificou e expressou na altura. Enfim, não é para “trinca espinhas” como ele…
Depois desta verificação veio a inpecção aquilo que mais temia, ruído do escape. Antigamente (estou muito nostágico), não ispeccionavam o ruído das motas, porque não tinham aparelhos de medição. Mas tudo muda… infelizmente
Foi-me pedido para colocar a mota no exterior do edíficio e o Inpector foi buscar o tal aparelho de medição sonora, que julgo chamar-se sonómetro, e montou o mesmo. Um aparelho com um ar muito profissional, ou seja, uma pasta que continha um medidor com um ecrã, onde é possível ver nível de décibeis, rotações do motor (que segundo o Ispector não conrrespondem à realidade), etc, ligado a um microfone, o qual se encontra num tripé a uma certa distância (curta) da ponteira de escape.
Após a montagem de todo o equipamento, foi-me pedido para ligar a mota e os próximos 15 minutos (sensívelmente) que se passaram foram de verdadeira angústia para mim, porque aquela inspecção ao ruído podia ditar a reprovação da minha mota. Para os que não conehcem o escape da minha V-Strom, tenho um Remus em titânio, o qual tem um “bocal” de saída de gases enorme e produz um pouco de ruído, o qual é “música” para os meus ouvidos, mas não para os do Inspector.
Mas voltando á inspecção do ruído. Durante os tais 15 minutos, o Inspector andou às acelerações na mota, mas não as do tipo acelera e desacelera, mas sim acelerar a mota por fases de rotação, isto é, acelerava até as 3500 rpm e aguentava um pouco, até às 4500 rpm e aguentava um pouco, processo que se prolongou até cerca das 7000 rpm.
Durante esta fase da inspecção, mudoua posição do microfone do aparelho 2 vezes.
Cheguie-me para junto do aparelho que registava os décibeis e mostrava num pequeno ecrã e para minha surpresa vejo lá marcado (quando andava a acelerar até cerca das 7000 rpm) cerca de 82 décibeis, 81,8 se não estou em erro.
Perguntei se aquele número correspondia á medição real que o sonómetro estava a registar, ao que me foi respondido positivamente. Fiquei aliviado, porque o Livrete da V-Strom 650 indica que a mesma foi homolgada com um nível de ruído que pode ir até um máximo de 87 décibeis. Com cerca de 82 décibeis estou safo :-).
E assim foi, a V-Strom passou no teste do ruído, sem sequer pestanejar :-). O Inspector afirmou junto de mim que pensou que ela não passava neste teste, pois o ruído emitido pelo Remus é mais que evidente. Mas nem tudo o que parece é, e apesar de parecer mais ruido que o escape de série, este Remus produz poucos décibeis, porque o Inspector referiu que uma homolgação com um máximo de 87 décibeis já é muito.
Resultado final da isnpecção: APROVADO!!!
A minha V-Strom está apta a circular na via pública e, infelizmente, terá que fazer nova inspecção em Março de 2009. A lei assim obriga as motas de cilindrada superior a 125 cc, coisa que acho ridículo, porque regra geral, as motas andam sempre em melhor estado que grande parte dos automóveis que por aí circulam nas nossas estradas. Mas lei é lei e terei que desembolsar 22 euros de ano a ano.
Agora terei que guardar este dístico na carteira, à semelhança do selo:
Este dístico faz parte deste documento, do qual é destacado:
Uma vista do cabeçalho do docmento:
Como podem verificar, a única coisa apontada na inspecção da minha mota foi as luzes mádias, as quais consideram que o feixe está com orientação baixa. Mas estão assim propositadamente, dado que com a regulação de série, os mesmos apontam na direcção da visão dos condutores de “enlatado”, deixando-os encandeados (azar deles…).
Mas o que interessa é o resultado final, APROVADO.
Para quem for fazer a inspecção à sua mota, já sabe, convém ter tudo em ordem e escapes de rendimento nem sempre são sinónimo de décibeis a mais. vale a pena arriscar.
Boas curvas! ![]()












Eu cá por mim não estou lá muito confiante na minha sorte mas, vá lá, ainda tenho mais 2 anos para pensar nesse assunto
Inspecções a motos, exclusivas nos Açores, ainda por cima feitas anualmente… É de ficar lixado e bem…
Então metem as motos no mesmo saco dos tractores, veículos agrícolas, etc., uma vez que os automóveis ligeiros só fazem de 2 em 2 anos…
22€ só???!!! Já agora mais qualquer coisinha…
15 minutos com o motor a trabalhar, a acelerar, para medir o nível de décibeis???!!! Isso ainda dá uns euros de gasolina…
Ao que um gajo tem de se sujeitar!!!
nem mais Rui, ao que um gajo tem que se sujeitar…
rui : 15 minutos com o motor a trabalhar, a acelerar, para medir o nível de décibeis???!!! Isso ainda dá uns euros de gasolina…
isso é um absurdo como todos nós sabemos 15 a trabalhar a estas retações com o motor em vão sem a inercia da estrada ou o vento a arrefecer a moto não dá saude ao motor
, quanto a trabalhar as 7500 rotações , bruno eu não deixava pois no teu livrete deve ter algo assim ” ex: piagio x8 DBA 4750 RPM ” e o suposto tecnico não tem nada que passar destas rotações pois o livrete é que diz a que rotações deve ser feito teste ruido !!!!
Pois claro…
Eu quando for com a minha (motor arrefecido ar/óleo) vou aproveitar para levar uns chouriços e uns pedaços de frango temperado, e tenho churrasco para o almoço!!!
Mané, o gajo acelerou assim tanto, porque não estava a acrditar no nível de décibeis medidos. Ele pensava que o escape libertava muito mais, daí as várias tentativas de me tramar.
Mas realmente foram muitos minutos em experiências.
boas camaradas isto das inspecções é uma grande treta ilegal
tenho a revista da motociclismo que refere as inspecções nos açores.
estas são ilegais pois não há lei que obrigue a isso.
fiz na scooter que tive e numa operação stop da psp o agente disse o mesmo e rasguei na frente dele o doc da inspecção pois me disse que não era obrigatória (embora nada inpeça de fazer inspecção)
quanto aos inspectores são uns palhaços que só f….emm o material de quem trabalha e tem as motas em bom estado com muito sacrificio.
a centrovia é uma farsa dão jeitos a quem querem e não percebem nada disto.
motas não precisem de inspecção pois nós cuidamos sempre bem delas.
metemos oleo bom
pneus bons
etc. pois sentimos melhor quando algo não está bem.
inspecções uma ova só as faz quem quer não é obrigatório..
jose bilhete
Olá José!
Concordo com aquilo que disseste.
Realmente é uma treta e ainda por cima as inspecções após os 4 anos tornam-se anuais.
É no mínimo rídiculo…
“inspecções uma ova só as faz quem quer não é obrigatório…”
Bom, não duvidando da palavra do José Bilhete, acho que convinha verificar isto junto das autoridades competentes!
Por mim tudo ok, que não tenho mota neste momento, mas para quem tem, não sendo realmente obrigatório, é um bocado estúpido estar a fazer-se todos os anos…
Aquilo que o José me disse acerca de não serem obrigatórias já me foi dito pela boca de um agente da autoridade. O mesmo possui mota e diz que não as faz poque a fazer teria que sair uma lei nacional, ou seja, ele diz que neste aspecto não poderá haver uma lei a dizer uma coisa no Continente e na região outra. Não pode haver discrepâncias no mesmo assunto e como a região também se rege pelas leis nacionais nós não somos obrigados a fazer as inspecções.
Mas convém verificar este aspecto preto no branco.