"Não tento explicar às pessoas porque é que ando de mota.
Para os que compreendem, nenhuma explicação é necessária!
Para os que não compreendem nenhuma explicação é possível…"


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Posts de Fevereiro, 2008

BMW F 800 GS - Regresso à Aventura

A nova Trail da BMW já anda a ser testada em alguns países da Europa, tendo já causado alguma sensação, dada o seu aparente potencial para desbravar percursos fora de estrada.

Não é preciso um olhar muito atento sob esta BMW para perceber-mos de imediato das suas elevadas aptidões para enfrentar percursos fora des estrada com algum à vontade, dado que aquela jante dianteira de 21 polegadas não mente, a par de umas dimensões mais “light” e de outros elementos ciclísticos mais vocacionados para tal.

A BMW realiza assim o sonho daqueles que pretendiam uma alternativa às GS 1200, as quais são, para muitos, muito caras e exigem alguma experiência e “músculo” quando levadas para “maus caminhos”.

Aqui ficam umas fotos muito interessantes desta “Beemer” em acção:

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Parece possuir uma “veia” Africana:

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E parece gostar de levar os seus condutores ao limie:

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Esta nova F 800 GS também efrenta o asfalto com muita naturalidade, onde apenas a aparente reduzida protecção ao vento poderá atrapalhar um pouco mais em longas tiradas:

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A BMW também já tem disponível uma série de acessórios para este modelo, de modo a prporcionar aos seus futuros clientes um vasto leque de opções, principalmente apra quem planeia viagens:

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Aqui ficam mais umas fotos de determinados pormenores constructivos desta Trail, como o completíssimo páinel de instrumentos, típico das BMW:

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A grande ponteira de escape:

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O bicilindrico paralelo de 85 cavalos às 7500 rpm e 83 Nm às 5750 rpm:

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Pena esta versão da GS não vir equipada com transmissão secundária por veio, à semelhaça da irmã 1200:

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O depósito de combustível encontra-se colocado num local fora do habitual nas motas, isto é, encontra-se colocado lateralmente e debaixo do banco, albergando 16 litros de combustível:

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Uma secção dianteira muito inspirada na versão 1200:

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Esta Trail da BMW tem vários argumentos para fazerem dela um caso sério de popularidade, senão vejamos: suspensão dianteira invertida, jante de 21 polegadas, bicilindríco paralelo com potência que baste, tem uma “roupagem” de dimensões mais reduzida, logo mais maneável, menor peso que a 1200, etc, etc. O único entrave poderá ser um preço elevado.

Na minha opinião, uma proposta muito interessante e que vem direccionar (a par da Yamaha XTZ 660 Tenere) as Trail novamente para o caminho da aventura, onde estas realmente nasceram. A GS 1200 Adventure já está neste caminho, mas esta é só para alguns…

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Boas curvas! :-)

Supermotos XXL - Paixão ou Loucura?

Nunca escondi a ninguém a minha paixão pelas Supermotos!

A minha paixão começou pelas Supermotos monocilindrícas, nas quais admirava e adorava (e ainda admiro e adoro) a KTM e Husqvarna, a par das Japonesas modificadas, ou não tivesse eu ter sido dono de uma Suzuki DR-Z 400 transformada em Supermoto.

Mais recentemente, esta paixão passou para um patamar acima, isto é, passou para as de grande cilindrada.

Nesta paixão incluo a KTM 990 Supermoto:

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 a Ducati Hypermotard:

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 e a BMW Megamoto:

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Todas elas são espectaculares, capazes de doses de adrenalina muito elevadas, capazes de prestações “demoníacas” e, principalmente, capazes de proporcionar momentos de pura diversão e prazer aos seus comandos.

Qual delas compraria, sinceramente não sei…, porque todas elas são capazes de tudo o que acima descrevi e todas elas possuem motores “vitaminados”. Só mesmo mediante uma loucura é que me “atirava de cabeça” para uma delas.

Mas se calhar “atirava-me” para a Ducati, mas…

Bem, sonhar ainda não paga imposto. Por isso resta-me ainda sonhar com elas e com a futura Aprilia Dorsoduro 1200.

Uma coisa é certa, adoro as Supermotos XXL, mas adoro igualmente as Trail e uma certa BMW GS 1200 Adventure, ou mesmo a KTM LC8 990 Adventure. O ideal seria ter na garagem uma Trail e uma Supermoto.

Boas curvas e bons sonhos para todos! ;-)

Dakar 2009 - Bye Bye África

Foi com grande tristeza que fiquei quando soube esta semana que a edição de 2009 do Dakar não terá o seu começo em Portugal e, pior que tudo, não se vai realizar no Continente Africano.

A mítica prova de todo terreno foi transferida para o Continente Sul Americano, sendo que esta vai se realizar entre a Argentina e o Chile, com um total de 9000 km, incluindo especiais em países como Buenos Aires.

Mapa com o percurso do “novo” Dakar:

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A organização do Dakar cedeu ao terrorismo e ao que parece, o Dakar poderá ficar afastado alguns anos do Continente Africano.

Com esta mudança territorial, acho que o Dakar vai perder um pouco da sua mística e encanto, porque será díficil igualar toda a espectacularidade que África possui. Mas, também não coloco de parte o facto do Continente Sul Americano poder proporcionar igualmente espectacularidade, mas de uma forma muito diferente daquela que África já nos tinha habituado. Resta esperar para ver…

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 Mas nem tudo são más notícias!

A organizção do Dakar, a A.S.O.  também já anunciou que vai dar ínicio ao “Dakar Series”, que serão algumas provas de todo terreno (naturalmente) que terão como objectivo preparar as várias equipas participantes para a dureza e exigência do Dakar, ou seja, é dar aos participantes um “gostinho” do Dakar.

A primeira prova já está agendada para 20 de Abril e será delineada entre a Hungria e Roménia, denominada de “Central Europe Rally”.

O “Dakar Series” já reuniu o apoio de várias equipas, como a Mitsubishi, BMW, KTM, entre outros, sendo este conjunto de provas com vista à preparação do Dakar um desejo antigo de muitos pilotos. Está previsto a realização de uma prova do ”Dakar Series” entre Espanha e Portugal, mas a hipótese de realização desta prova ainda encontra-se em estudo pela A.S.O..

No meio de tantas mudanças radicais, só espero que o Dakar não “morra” e que não continue a ceder a pressões terroristas.

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Resta sonhar por uma próxima edição em África e com o ínicio em Portugal.

Mais informações em www.dakar.com.

Boas curvas! :-)

Até ao Fim do Mundo - 3ª Etapa

O projecto Até ao Fim do Mundo levou a cabo no ano passado a 3ª etapa desta aventura, estando o mesmo já disponível em DVD.

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Desta vez, os nossos “tugas” percorreram Caracas, Machu Picchu e Rio de Janeiro, num total de 9800 quilómetros.

Já tenho este DVD e posso dizer que o mesmo está espectacular e relata bem toda esta aventura em 2 rodas, onde as dificuldades são bem vísiveis, bem como toda a beleza e espectacularidade das paisagens dos locais por onde passaram, como Venezuela, Amazónia, Peru Bolívia, Pantanal e Brasil.

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O DVD é composto por filmagens e fotografias, sendo ambos de boa qualidade e com banda sonora a condizer, transportando-nos para uma ralidade completamente diferente da nossa e despertando em nós aquele “bichinho” da aventura.

Este DVD pode ser adquirido enviando um mail para ateaofimdomundo@gmail.com e podem saber mais informações sobre esta aventura em www.ateaofimdomundo.net.

Para quem gosta de viagens do tipo “adventure rider”, este é um DVD a não perder e, principalmente, feita por Portugueses.

Boas curvas! :-)

MOTO TOUR

É já em Setembro deste ano que Portugal recebe o primeiro Moto Tour, prova integrada no IRC – International Rallies Championship, que apresenta todas as condições para ser um caso sério por cá, uma vez que consiste numa base bastante simples e atractiva…
É como se fosse um rali de automóveis, mas onde se participa com motos perfeitamente normais, como as que fazemos o nosso dia-a-dia, percorrendo-se percursos de asfalto…
A prova será delineada das zonas Norte e Centro do país e será composta por especiais de regularidade, circulando-se através de road-book em estradas comuns abertas ao trânsito onde se terá de cumprir velocidades médias não superiores a 60 km/h e obviamente cumprir com as regras de trânsito em toda a sua extensão, e por especiais cronometradas, que irão decorrer em estradas fechadas ao trânsito, Kartódromos e Circuitos de velocidade…
A prova tem uma duração de três dias efectivos, mais um reservado às verificações técnicas e documentais, cada etapa não terá mais de 350 km de extensão e a classificação final será obtida pelo resultado dos tempos das cronometradas, pelas penalizações da regularidade e inclusive pelas penalizações nas ligações, onde haverão controlos horários e controlo de infracções ao Código de Estrada…
Podem participar todas as pessoas com carta de condução de motociclos com idade até aos 60 anos, sendo obrigatória igualmente, a titularidade de licença desportiva, onde se facilitará esta situação com a existência de uma licença para participação exclusiva no Moto Tour…
Relativamente às máquinas, podem participar todas as motos, logo que estejam matriculadas e tenham mais de 50 cc, sendo divididas em várias classes para obtenção de classificação, desde as “4 cilindros”, passando pelas Scooter, até as Clássicas…
Quanto a custos de inscrição, está previsto ser cobrado um valor de 500€, o que acrescido a toda uma série de despesas inerentes à participação num evento do género não deixa de ser um valor elevado fase à nossa condição, mas por outro lado, a prova não exige qualquer preparação especifica nas máquinas, sendo a ideia base cada um participar com a mesma moto com que se desloca diariamente para o emprego, como já referi anteriormente…
Pessoalmente acho o conceito muito interessante, até mais que o conhecido Lés-a-Lés, já que as comparações serão inevitáveis, embora sejam eventos diferentes, até porque conheço a realidade do “Dark Dog Tour” em França e já fazia falta podermos contar com um prova do género no nosso país…
 Poder conciliar momentos de passeio e lazer, com momentos de velocidade e adrenalina em segurança e nos locais apropriados, aos comandos das nossas motos é algo que muitos desejam, sendo esta uma excelente oportunidade, mesmo que os custos possam desmotivar alguns…
Moto Tour, uma prova a ter em conta, sem dúvida…

Outra mentalidade, outra atitude…

Dia-a-dia nas ruas de Roma…

Nós por cá, continuaremos de olhos vendados, à espera de um milagre que resolva os problemas de congestionamento das nossas cidades e toda a problemática daí inerente…

Às vezes acontece…

Manobra menos bem sucedida durante um teste à novíssima “Super Duke” por um experimentado jornalista…

Mesmo com experiência e à vontade, os azares por vezes acontecem, e pode bastar um pequeno pormenor para as coisas não seguirem o rumo certo…

O risco existe sempre quando estamos na presença de veículos de 2 rodas, mais quando se põem em prática manobras espectaculares, mas que levam aos limites as nossas capacidades e as da moto, este aumenta…

Dado o aparato da “brincadeira”, maiores danos poderiam suceder, mas parece não ter sido o caso, o que deverá ser imputado, pelo menos em grande parte, à existência do bom equipamento do piloto, algo essencial como todos sabemos…

Sou grande apreciador deste tipo de manobras extremas (não as quedas, mas os cavalinhos, burrinhos, power-slides, etc, etc) ao comando de motos, embora não as faça, por manifesta falta de coragem, capacidade, loucura e até moto adequada, mas admiro quem as põe em prática, logo que nos locais correctos e que tenha atenção na sua segurança e na dos outros…

Não, não é bonito de se ver, mas não deixa de ter a sua espectacularidade…

A Super Duke presta-se a estas figuras como poucas, menos a parte de ficar deitada no chão, claro… ;) Fica na mesma patente o divertimento e a loucura que é estar aos comandos de um “bicho” destes…