A Moto Guzzi está de volta ao segmento das Trail com a novíssima Stelvio!
Depois da Trail anterior da marca, nomeadamente Quota, ter acabado a sua carreira comercial, a Moto Guzzi demorou muito tempo a apresentar a sua sucessora e, ` mistura, passou por algumas dificuldades financeiras que quase ditaram o seu fim.
Mas passados alguns anos e dificuldades, a Moto Guzzi tem demonstrado sinais de vitalidade e de vontade marcar “território” no mercado, apresentando modelos interessantes e que primam pela diferença, quer mecânica quer estética, e carregados personalidade e carisma, como, por exemplo, a Griso.
A Stelvio é a nova Maxi-Trail da Moto Guzzi, apresentando uma estética interessante e ao mesmo tempo a lembrar, na minha opinião, a germânica BMW GS 1200.
Na sua mecânica encontramos o seu característico bicilindríco transversal, mas com as suas 2 “cabeças” a apresentarem um ângulo elevado e não plano como o Boxer da BMW, onde a cilindrada deverá estar entre os 1100 e 1200 centímetros cúbicos e a potência na casa dos 100 cavalos (ainda não são conhecidos dados oficiais).
Esta unidade mecânica é conhecida em outros modelos da marca por possuir uma entrega de potência suavave, mas também é conhecido por possuir uma boa entrega de binário em baixas e médias rotações, zona rotação mais utilizada nas Trail.
Na ciclística encontramos um quadro tubular, típicamente Italiano, suspensão dianteira invertida de 50 mm, suspensão traseira ajustável em pré-carga, 2 discos de travão na dianteira, jantes de estilo TT, ou seja, de raios e “tubeless”, uma pequena protecção do cárter do motor e a traseira é dominada por um mono-braço oscilante por veio, o qual incorpora o sistema patenteado pela Moto Guzzi, denominado de C.A.R.C., o qual a nível de funcionamento deverá ser parecido ao da BMW GS 1200.
Na foto abaixo é possível observar um pequeno compartimento de arrumação para pequenos objectos, como o telemóvel ou carteira.
Na minha opinião, a Moto Guzzi podia ter feito uma zona frontal, nomeadamente a zona dos faróis, um pouco mais “bonita”. Não é feia, mas é de gosto discutível. No entanto, esta zona possui um ecrã regulável em altura.
A secção traseira possui um bonito faról, que parece ser em LEDS, o qual incorpora os piscas, e esta secção também é dominada por uma massiva ponteira de escape, de dupla saída, conferindo um certo desportivismo ` Guzzi.
Em suma, deverá ser uma boa aposta e alternativa no segmento das Trail de alta cilindrada, com capacidades mais que suficientes para circular fora de estrada e uma boa companheira em viagens, pois aparenta ser confortável e com protecção que baste.
Boas curvas!








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