Levou muito tempo, mas a Honda finalmente renovou a sua Trail de média cilindrada, a Transalp!
A nova Transalp possui agora um novo motor, muito idêntico ao da Deauville, isto é, um bicilindríco de 52º de 700 centímetros cúbicos, de injecção electrónica e com 60 cavalos `s 7.750 rotações.
Dados técnicos mais que suficientes para uma Trail de média cilindrada, mas que poderiam ser um pouco melhores, nomeadamente a nível de cavalos, porque a sua rival Suzuki V-Strom 650 conta com 66,7 cavalos.
A nível de design notam-se semelhanças com a versão anterior, especialmente vista de lado, só que as formas foram mais estilizadas, conferindo-lhe um “look” mais moderno e apelativo, onde apenas a secção dianteira podia (na minha opinião) possuir um desenho mais agressivo e não tão “redondo”.
A protecção do cárte do motor continua a seguir a filosofia do modelo anterior, sendo bem abrangente e fornecendo uma grande protecção a este e também deverá proteger bem as pernas do condutor de salpicos de água e afins.
O braço oscilante é que já podia ser em alumínio, pois este parece que é exactamente o mesmo do modelo anterior, só que pintado de preto.
Como podem ver na imagem acima, o painél de instrumentos é de desenho apelativo e moderno, contando com um ecrã de cristais, onde em princípio não faltará informação, como o nível de combustível, temperatura, hora, quilómetros, parciais, etc. Apenas o taquímetro possui um desenho clássico, ou seja, de ponteiro.
No entanto, quando todos os boatos apontavam para a adopção de jantes tipo a sua “irmã” maior, a Varadero, eis que a Honda decide continuar com a filosofia do modelo anterior, mantendo as jantes raiadas típicas de motas TT de 19mm atrás e 21mm ` frente, permitindo assim a adopção de pneus de TT e umas incursões na “terra”.
Face ` rival mais directa, a V-Strom 650, esta Transalp continua a possuir maiores aptidões “off-road”, mas desta vez com uma estética renovada e mais jovial.
Em resumo: a Honda podia ter ido mais longe na renovação da Transalp, dotando-a de mais argumentos técnicos e estéticos.
Mas o conservadorismo que actualmente se vive no seio da Honda continua a fazer-se sentir nesta Transalp e frente ` nova XTZ 660 Tenere, a estética da Transalp fica um pouco ofuscada. Uma questão de gostos!
Não está má, mas podia ser ainda melhor.
Boas curvas!
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