Ainda não eram 09:30 e já estávamos no local escolhido para este mega evento, junto ` Igreja da Candelária, onde se ultimava os últimos preparativos, para acolher os diversos interessados e curiosos que gradualmente chegariam ao local.
Era na zona norte da pista que se encontrava algumas viaturas de apoio, zona de exposição de equipamento e merchandising da marca, onde o espaço era repartido com uma reluzente Husqvarna TC510 2007. Havia ainda uma barraca de comes e bebes e obviamente as 8 Husqvarna para teste, devidamente abrigadas por dois toldos.
As 8 “guerreiras” preparadas…

Estavam presentes todos os modelos das gamas Enduro e Motocross, ` excepção da WR250 e contando com o facto de estar presente uma CR125 de MX passada a WR (com uma preparação especial para Enduro). Só o facto de estar a ver aquelas espectaculares máquinas todas alinhadas, deixava-me a mim, ao meu irmão e até ao meu primo, que apenas lá se encontrava para captar algumas imagens, algo ansiosos… Ainda para mais sendo a Husqvarna a marca que se encontra ` muito, no topo das nossas preferências quando se fala em modelos de todo-o-terreno ou Supermoto…
Alinhadas para a foto…

Nisto aproveitamos para percorrer a pista a pé, porque mesmo não sendo aparentemente muito complicada, mostrando um bom piso, tinha alguns saltos, que podiam deixar apreensivos quem nunca tinha andado numa pista do género, como era o nosso caso.
Uma panorâmica da pista…

Entre algumas trocas de palavras com outros colegas motards (Miguel Araújo, Pedro Tavares e Paulo KTM Silva), o cicerone Manuel Martins veio avisar-nos que iriam dar início ao test-ride, as máquinas estavam preparadas e convinha aproximar-nos do local onde se encontravam, para escolhermos aquelas em que queríamos andar. Tanto eu como o meu irmão tínhamos preferência pelos modelos TE, os de Enduro, a mim calhou-me bem, que iria sair para a primeira “manga” de 10 minutos com a minha preferida, TE450, já o Francisco, não teve tanta sorte e “abraçou-se” a uma explosiva CR125.
Mesmo com os nervos, receio e expectativa que sentia ` mistura, lá ia eu, dando o meu melhor e tentando aproveitar ao máximo o momento. A TE ajudou a minha tarefa mostrando-se sempre muito equilibrada e perdoava mesmo diversos erros de quem já não andava numa TT ` mais de 4 anos e que nunca tinha rodado em pista.
Eu na TE450, com “quase” tudo controlado…

Estava a gostar imenso de estar a “pilotar” esta mota e ao fim de alguns minutos já me aventurava mais nos saltos e ganhava mais alguma confiança com o acelerador e nas curvas. Mas o problema eram os braços que já começavam a faltar e já mesmo no término do tempo não consegui evitar uma queda numa curva, enrolando a roda dianteira numa zona de terra mais mole. Mas este pormenor, juntamente com as dores nos braços e o cansaço geral, não chegou para que deixasse de me sentir como uma criança que acaba de receber um chupa-chupa. Estava de facto radiante e tinha adorado a TE450, que com as suas características, me proporcionou momentos de grande divertimento… Já o meu irmão não podia dizer a mesma coisa, uma vez que a relação entre ele e a CR125 tinha sido algo atribulada…
O Francisco na CR125…

Depois desta primeira manga, já o Manuel dizia que agora tínhamos que experimentar esta ou aquela para constatar as diferenças, mas sinceramente, julguei que não conseguia levar nem mais uma que fosse… Nada que uns minutos de descanso não resolve-se e quando dei por mim, já estava aos comandos da TE510, mais uma vez por conselho do Manuel para ver as diferenças para a 450. Desta vez o Francisco tinha a TE450, tal como ele pretendia.
Obviamente, já me sentia mais ` vontade e tinha recuperado do cansaço, então restava-me aproveitar a 510, modelo que também gostei, a fórmula é a mesma só que com mais potência, sendo um modelo que merece ser levado com mais convicção, que obviamente não tive por assumida falta de experiência, tal como já não tinha braços para isso. Para mim tem motor de sobra. O meu irmão estava nitidamente satisfeito com a 450, embora as dores musculares e o cansaço também já lhe pesam-se…
O meu “pequeno” salto na TE250…

Era então tempo para nos hidratarmos e para fazer uma pausa maior que acabou por ser feita sempre junto ao Manuel Martins que tanto nos deu algumas dicas de técnicas de condução, como nos esclareceu algumas questões relacionadas com as motas em causa…
Terceira rodada, fiz questão de me posicionar logo junto ` mais pequena da família TE, a 250, a última que me faltava experimentar e o meu irmão ` falta de mais uma igual, tomou os comandos da TC250, modelo de cross. Senti-me muito bem nesta 250, com um motor muito doseável e equilibrado e que assenta como uma luva num utilizador com um nível de pilotagem em TT fraco/médio. Muito boa mesmo… O Francisco tinha a mesma opinião da TC, embora saiba que têm ambas comportamentos relativamente diferentes…
O Francisco em grande estilo na TC250…

Já perto das 3 da tarde, a nossa vontade era continuar por lá e experimentar mais alguns dos modelos disponíveis, mas pelo cansaço acumulado, mas principalmente por motivos familiares da minha parte, tivemos que regressar.
Mas, ficamos os dois com a certeza que a ter uma Enduro em breve, passará por uma TE250 ou pela 450, talvez mais para esta última, uma vez que no meio costuma a estar a virtude…
Resumindo nem tenho palavras para descrever o quanto gostei desta experiência, a partir da qual nunca mais serei o mesmo no que se refere a motas, prova de que estes eventos têm algum retorno e podem não deixar certas pessoas indiferentes, no meu caso, fez-me vir ao de cima o gosto que sempre tive pelas motas de TT em particular e pelo TT, em geral.
Só tenho que agradecer mais uma vez esta oportunidade e este excelente evento ` MotoMais, ` Husqvarna, ao Manuel Martins e a todo o seu staff, que tudo fizeram para que tudo funcionasse bem, até com um toque profissional, colocando ` nossa disposição as motas sem restrições e inclusive por algumas explicações sobre as máquinas e dicas de condução… O meu muito obrigado…
Galeria de fotos deste evento no site Contratempo.com
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