Espero não me ficar por aqui, mas…
… Actualmente tenho uma Suzuki DL650 V-Strom de 2005, que é sem dúvida nenhuma a melhor mota que já tive até hoje. Desde que a experimentei ainda no decorrer do ano de 2004, fiquei completamente rendido aos seus encantos!
Senão vejamos, uma trail/turística com um preço abaixo da barreira psicológica dos 7.500€, excelente ciclística e estética herdada da DL1000 V-Strom, motor bicilíndrico em V de média cilindrada, injecção electrónica, que proporciona prestações e consumos muito interessantes e com fiabilidade mais que comprovada testada até então na SV650, excelente conforto proporcionado pelo amplo assento e pelo bom compromisso conseguido pelas suspensão, mas que mesmo assim permitem regulações, boa protecção aerodinâmica, grande autonomia, capacidade de carga com a adopção de uma top-case sem penalizar a estética, muito polivalente e adaptada para a nossa realidade e para o tipo de uso que lhe pretendia dar, ou seja, uso diário, nas deslocações casa/trabalho e para passeios a solo ou com pendura no fim-de-semana, eventualmente com algumas passagens por pisos de terra batida.
Resumindo esta é uma mota muito prática e eficaz, com um equilíbrio acima da média, sem concorrentes ` altura na sua classe, que dificilmente nos deixará ficar mal, seja em que ambiente for, pois com a mesma facilidade, rapidez e entusiasmo com que enfrenta umas curvas numa estrada acidentada, leva-nos ao emprego no meio da cidade, serpenteando compactas filas de trânsito. Não será uma mota de “paixão”, mas de “razão” é com toda a certeza…
Para melhorar ainda mais a estética, polivalência, versatilidade e segurança da minha V-Strom 650, neste momento está equipada com o seguinte equipamento: Wind-Screen (Ecrã) Givi (18 cm mais alto do que o original), Top-Case Givi Maxia de 52 litros, com encosto para pendura, Crash-Bars Givi, protecções de mãos integrais e protecções de quadro da Suzuki e capas de piscas brancas da Clear Alternatives. Futuramente irá levar igualmente um filtro de ar de alto fluxo da K&N, mas quando o original precisar ser substituído…
A minha azulinha toda equipada…

Antes da V-Strom, tive durante pouco mais de 2 anos uma Honda NX4, digamos que é uma mota simpática e encara sem qualquer constrangimento os propósitos para que foi concebida. Consegue ser muito divertida, mesmo com uma potência limitada a pouco mais de 30 cv. É uma trail/citadina versátil, fácil e económica, que permite fazer um pouco de tudo, inclusive algumas saídas de estrada pela sua leveza, motor suave, curso das suspensões e diâmetro das rodas. Por ser construída no Brasil, pecava em alguns pormenores na qualidade de construção…
Anteriormente e depois de um intervalo de tempo sem mota, tive uma Yamaha TT-R600, a ideia inicial era comprar uma DT-R125 para fazer umas brincadeiras, mas o apelo de uma mota “maior” e uma boa oportunidade de negócio, fez-me adquirir em usada a TT-R. Era uma boa mota, vocacionada para o TT, embora pesada e volumosa, mas por outro lado, com argumentos para poder transportar uma segunda pessoa e permitir fazer o dia-a-dia com o mínimo de comodidade. Destaque para o amortecedor traseiro regulável da Ohlins. Como ponto muito negativo e o que me fez desgostar dela, trocando-a pela NX4, foi a ausência de motor de arranque eléctrico, passei algumas situações menos boas com o seu “kick”…
Quando comecei a trabalhar, quis arranjar um meio de transporte prático e económico, acabei por comprar uma Honda Vision 50, que nunca me deixou ficar mal, mesmo não sendo propriamente a acelera da moda na altura. Ainda deu para aprender umas “coisinhas” aos comandos desta scooter, aguentou tudo, desde tiradas mais ou menos longas sempre a fundo, a trilhos de terra, verdadeiros dilúvios naquelas manhãs de Inverno a caminho do trabalho, ou ` noite de regresso a casa, vindo do ginásio. Não posso negar que ficou um sentimento muito positivo relativo `s aceleras por culpa desta Honda Vision, e sem dúvida que este tipo de veículo é o ideal para as deslocações diárias… muito práticas…
Do presente para o passado, chego finalmente ` minha primeira mota, uma Yamaha FS50 de 1977, quase com a minha idade, tinha eu 15 anos. Aprendi a andar nesta FS sozinho no quintal da minha casa por intuição, tal era o gosto que já tinha pelas motas, inicialmente e durante alguns dias era só primeira, mas depois comecei a engrenar segunda… sempre dentro do quintal! Tirei a licença de condução com ela, ia para o liceu e aproveitava tudo e mais alguma coisa, para a tirar do quintal. Fez diversas vezes a Nordela, algumas delas com o meu irmão atrás e quando ia ver o Motocross ` peculiar pista das Murtas, dava umas voltinhas nos arredores da pista, por vezes enfrentando grandes máquinas da altura, como por exemplo a recém chegada Honda CRM50. Tinha um ligeiro problema, pois com o aquecimento perdia rendimento de uma forma assustadora, o que se notava ainda mais com pendura. Aquecimentos ` parte, o seu pequeno e “idoso” motor de 50 cc com caixa de 5 velocidades, até dava para as despesas…
Os meus primeiros “cavalinhos” com a FS50…

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