"Não tento explicar às pessoas porque é que ando de mota.
Para os que compreendem, nenhuma explicação é necessária!
Para os que não compreendem nenhuma explicação é possível…"


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Posts de Dezembro, 2006

CUSTOM CIRCUS - Teatro Sobre Rodas

Já aqui tivemos oportunidade de vos falar do CUSTOM CIRCUS mas gostaria agora de vos mostrar um pouco mais deste singular espectáculo que eu e o Bruno tivemos o prazer de presenciar aquando da nossa ida ao MotoGP do Estoril e Oeiras Motard Festival.

Para o apresentar nada melhor que o fazer pelas suas próprias palavras, retiradas da sua página www.customcircus.com

“Criador de um conceito teatral único na Europa graças ao seu anacronismo extravagante, aos seus veículos bárbaros e o seu imaginário invulgar que une o passado medieval com a cultura popular das décadas de 50 a 70 em contraste com uma forte atitude futurista; o Custom Circus orgulha-se de ser uma companhia nacional estrategicamente preparada para representar Portugal a nível internacional.

Exótico! Surrealista! Cosmopolita! Naturalmente hippie e essencialmente nómada, o Custom Circus é por definição, “O Teatro Sobre Rodas”; pois como companhia itinerante, expressa o romantismo da estrada, viajando no seu fantástico comboio de camiões clássicos que se teatralizam nos seus shows irreverentes e cenários psicadélicos, num contexto artístico que assume a missão de questionar o sedentarismo e guiar o espectador para as energias favoráveis da natureza.

Vanguardista mas fiel ` sua própria estética tecno-medieval, o Custom Circus realiza espectáculos de intervenção multidisciplinar, convergindo as sinergias do teatro, da performance, do novo circo, da música ao vivo, da pirotecnia, dos seus Dj’s e Vj’s que projectam nos seus grandes ecrãs de cena, misteriosos filmes que narram as mensagens dos actores e desvendam os conteúdos esotéricos da representação.

A companhia desenvolveu um carácter híbrido que permite a adaptação das suas acções em espaços não convencionais e zonas exteriores, viajando de forma independente e transportando toda a sua estrutura, o seu decor cinematográfico, os seus camarins boémios, a régie,a técnica de som, o sistema de luz e os efeitos de palco.

Os curiosos e multifacetados hangares-workshops do Custom Circus podem ser visitados durante todo o ano, por alunos, professores, associações ou profissionais dos sectores artísticos e de comunicação, nos excêntricos Nirvana Studios, base cultural localizada no município de Oeiras.”

Deixo aqui alguns dos vídeos de apresentação da companhia:

Custom Circus Tour 2006 - video powered by Metacafe

Custom Circus “Characters” - video powered by Metacafe

Um abraço ao Michel Alex e toda a companhia Custom Circus!

Bem Hajam!

Administradores/Colaboradores - “À Caixa Central”

Caro Administrador-mor MotoAçores,

Caros Administradores/Colaboradores MotoAçores,

Até agora, só eu, o Bruno e o Telmo é que temos “post’s” publicados no nosso Blog. Para quando a vossa participação efectiva por aqui?! Tenho a certeza que também têm experiências e conhecimentos úteis e interessantes para partilharem connosco… Vamos lá, força nesses teclados… ;)

Charley Boorman - Race to Dakar

Mais uma aventura disponível em livro e em DVD de um dos protagonistas de “Long Way Round”, Charley Boorman…

A não perder…

A minha última paixão de 2 rodas…

Nunca fui daqueles saudosistas que gostam de coisas clássicas e/ou antigas, sempre fui muito mais virado para as últimas novidades, para a mais recente tecnologia, para a alta performance e modernidade…

Mas há certas coisas que mudam, talvez pela maior maturidade, por uma qualquer circunstância ou acontecimento da nossa vida, ou pelo simples evoluir da idade…

Obviamente que estou a falar de motas, e recentemente comecei a dar mais importância a pontos que até agora desprezava um pouco. Desta forma “apaixonei-me” por uma mota que muito dificilmente ` uns tempos atrás estaria no lote das minhas preferidas, até podia apreciar um ponto ou outro, mas no geral, nunca seria uma mota que gostasse de ter…

Refiro-me ` TRIUMPH SCRAMBLER 900…

Uma clássica moderna, baseada no conceito “scrambler” que muito sucesso teve nos anos 60 e 70, principalmente nos EUA. À muito que a Triumph tem feito renascer motas baseadas em modelos de outros tempos (Thunderbird; Bonneville; Thruxton) e com as quais tem conseguido agradar a muitos motociclistas e entusiastas da marca…

O conceito “scrambler” foi aquele que esteve na base das trail e no fundo consiste em adaptar minimamente uma mota de estrada para meios mais diversificados e assim equipá-la com pneus mistos, escapes elevados e guiador largo, entre outros aspectos…

Na minha opinião o resultado é encantador… a mota emana um estilo clássico intemporal, cheio de personalidade, ao qual, me rendo completamente…

Que dizer da sua pintura acabada ` mão, do seu depósito bicolor em branco pérola e vermelho, azul ou verde, decorado com o logo da marca de grandes dimensões com acabamento cromado, que dizer dos seus dois belos escapes igualmente cromados, de excelente sonoridade, a atravessar a mota numa posição elevada, que dizer do volumoso bloco de 865 cc com o seu aspecto “retro” parecendo uma peça de outros tempos sublimemente restaurada, que dizer do seu painel de instrumentos, dos seus faróis dianteiro e traseiro… até mesmo do pormenor da ignição estar posicionada lateralmente na coluna de direcção…

Como se não bastasse a Triumph disponibiliza uma linha de acessórios que ainda lhe proporcionam um acentuar do conceito, entre outros acessórios mais vocacionados `s prestações ou ao conforto… Tal como existe igualmente uma linha de equipamento específico para o condutor e passageiro…

A nível técnico a Scrambler está equipada com um bicilíndrico paralelo com 865 cc, refrigerado por ar e alimentado por dois carburadores, e na transmissão uma caixa de 5 velocidades. Quadro simples em aço, jantes de raios de 17 e 19 polegadas atrás e ` frente respectivamente, nas suspensões, forquilha convencional de 41 mm de diâmetro e duplo amortecedor traseiro com ajuste na pré-carga, na travagem, um disco de 310 mm na dianteira e um de 255 mm na traseira, ambos mordidos por pinças de 2 pistões. Declarados para valores de peso, estão os 205 kg a seco e para potência e binário máximos, os 55 cv `s 7.000 rpm e os 69 Nm `s 5.000 rpm, respectivamente.

De facto, não espanta pela sua ficha técnica, aliás, nem quer, o seu andamento é regular, tal como a sua travagem e é normal que o comportamento das suas suspensões não seja um primor, principalmente quando se circula com passageiro, as suas prestações também não “brilham”, mas aí é que está, os seus argumentos estão longe disso…

A Scrambler é uma máquina com encanto e charme suficiente para se valer por isso, de resto apenas proporciona uma utilização normal e polivalente, mas polivalência com muito estilo, não passando despercebida onde quer que passe…

É perfeitamente aceitável que para alguns, uma máquina destas, nada traga de novo, e diga muito pouco, sendo apenas encarada como mais uma mota de aspecto clássico, que se inspirou em produções de outros tempos… não se pode agradar a todos!

Para outros é o culminar de um amor ` primeira vista, é ser diferente, é encarar o mundo do motociclismo de forma peculiar e intensa, é um regressar `s origens, é o fazer parte de um grupo restrito e da história de uma marca mítica, com muita tradição, onde classe e exclusividade sempre foram as palavras de ordem…

Eu sou um destes… e adoraria ter uma…

Test-Ride Ducati

Já lá vão mais de dois anos, mas como foi uma das experiências que mais me marcou, uma vez que tive hipótese de num só dia experimentar três modelos de uma das marcas mais emblemáticas do motociclismno mundial, mesmo que não os seus principais modelos, não queria deixar de partilhar com vocês esta crónica, que relata isso mesmo…

Foi com grande ansiedade que aguardava pelo dia, em que iriam estar disponíveis para test-ride três modelos da Ducati, sendo eles a DS 1000 Multistrada, a ST3 1000 e a Monster 620 Dark.

Como não podia perder esta oportunidade, ainda faltavam alguns minutos para as 10 horas, hora prevista para o inicio da actividade e estava a chegar ` porta do novo stand da marca na Lagoa, acompanhado pela minha esposa que fez questão de me acompanhar. Só de ver outras Ducati no interior do stand estava a ficar ansioso, mas as motas para teste deviam estar a chegar.

Nisto começa-se a sentir um “troar” forte e seco ao longe, que aumentava de intensidade gradualmente, ao fundo da estrada as suas silhuetas começam a surgir, eram elas…

Aproximei-me rapidamente para inteirar-me das impressões dos condutores que as traziam e para ver de mais perto as 3 magníficas. Palavra puxa palavra, documentos na mão, e já estava sentado aos comandos da (minha preferida das 3) Multistrada. Depois de constatar onde estava tudo “arrumado”, esposa ` pendura, arranquei…

Para quem tinha uma Honda NX-4 como referência, foi difícil não ficar automaticamente apaixonado por esta máquina vermelha. Para começar o motor destaca-se pela sua força e vivacidade, até mais do que estava ` espera. A posição de condução é espectacular, apesar do assento ser algo duro, o que poderá ser desconfortável se as distâncias forem maiores. A sua ciclistica é muito boa e eficaz, com excelentes suspensões e travagem, tornando-a muito ágil e divertida de conduzir, “brincalhona” mesmo. Adorei a mota, por tudo, inclusive pela sua discutível estética, que para mim não é nada díscutível é simplesmente apaixonante… ainda não esqueci o acabamento final do escape com 2 generosas saídas e o seu espectacular som grave e seco…

Seguiu-se a ST3, uma turística/desportiva que também surpreendeu-me pela positiva. Inicialmente a sua estética não me chamou muito a atenção, talvez por ser demasiado sóbria, mas para radicalismos e agressividade a marcas dispõe de outros modelos. Esta mota é muito intuitiva, tem uma boa posição de condução, com um assento amplo, de boa consistência e excelente protecção aerodinâmica. Pode-se destacar também o seu motor, que puxa com convicção desde baixas rotações, tendo mais empurrão que o da Multistrada, o que não admira pois apesar de ter também 1000 cc tem uma concepção mais actual e é naturalmente mais potente. Assim é também a sua travagem, possui umas confortáveis suspensões, sendo um conjunto muito homogéneo…

Por último testei a Monster 620, e de imediato achei-me estranho aos seus comandos, pois dá a ideia de ser muito pequena, parece que falta alguma coisa na frente da mota e ficamos algo caídos sobre esta. O seu motor também é muito diferente das outras duas, bastante mais lento a subir de rotação e algo amorfo em altas. De qualquer maneira, se o comparar com o da minha NX-4, este 620 é um “míssil”. No geral até gostei da mota, anda bem, trava bem e as suas suspensões eficazes de tacto rijo, assimilam razoavelmente as irregularidades do piso. E apesar de ser “pequena”, reflecte uma grande imagem e carisma, pois tem uma estética inconfundível, e claro, não deixa de ser uma Ducati…

Concluindo, se tivesse que escolher uma, não teria dúvidas que seria a DS 1000 Multistrada, mota que mistura de forma espectacular as qualidades das desportivas, com as das Trail e Supermoto, tornando-a numa Fun-Bike única, tanto a nível de aspecto como de condução. Curiosamente a escolha da minha esposa também recaiu neste modelo, não só por ir sentada numa posição mais natural, como mais elevada, o que lhe permitia controlar o painel de instrumentos, ou melhor, o velocímetro ???!!!

As minhas motas!

Espero não me ficar por aqui, mas…
… Actualmente tenho uma Suzuki DL650 V-Strom de 2005, que é sem dúvida nenhuma a melhor mota que já tive até hoje. Desde que a experimentei ainda no decorrer do ano de 2004, fiquei completamente rendido aos seus encantos!

Senão vejamos, uma trail/turística com um preço abaixo da barreira psicológica dos 7.500€, excelente ciclística e estética herdada da DL1000 V-Strom, motor bicilíndrico em V de média cilindrada, injecção electrónica, que proporciona prestações e consumos muito interessantes e com fiabilidade mais que comprovada testada até então na SV650, excelente conforto proporcionado pelo amplo assento e pelo bom compromisso conseguido pelas suspensão, mas que mesmo assim permitem regulações, boa protecção aerodinâmica, grande autonomia, capacidade de carga com a adopção de uma top-case sem penalizar a estética, muito polivalente e adaptada para a nossa realidade e para o tipo de uso que lhe pretendia dar, ou seja, uso diário, nas deslocações casa/trabalho e para passeios a solo ou com pendura no fim-de-semana, eventualmente com algumas passagens por pisos de terra batida.

Resumindo esta é uma mota muito prática e eficaz, com um equilíbrio acima da média, sem concorrentes ` altura na sua classe, que dificilmente nos deixará ficar mal, seja em que ambiente for, pois com a mesma facilidade, rapidez e entusiasmo com que enfrenta umas curvas numa estrada acidentada, leva-nos ao emprego no meio da cidade, serpenteando compactas filas de trânsito. Não será uma mota de “paixão”, mas de “razão” é com toda a certeza…

Para melhorar ainda mais a estética, polivalência, versatilidade e segurança da minha V-Strom 650, neste momento está equipada com o seguinte equipamento: Wind-Screen (Ecrã) Givi (18 cm mais alto do que o original), Top-Case Givi Maxia de 52 litros, com encosto para pendura, Crash-Bars Givi, protecções de mãos integrais e protecções de quadro da Suzuki e capas de piscas brancas da Clear Alternatives. Futuramente irá levar igualmente um filtro de ar de alto fluxo da K&N, mas quando o original precisar ser substituído…

A minha azulinha toda equipada…

V-Strom

Antes da V-Strom, tive durante pouco mais de 2 anos uma Honda NX4, digamos que é uma mota simpática e encara sem qualquer constrangimento os propósitos para que foi concebida. Consegue ser muito divertida, mesmo com uma potência limitada a pouco mais de 30 cv. É uma trail/citadina versátil, fácil e económica, que permite fazer um pouco de tudo, inclusive algumas saídas de estrada pela sua leveza, motor suave, curso das suspensões e diâmetro das rodas. Por ser construída no Brasil, pecava em alguns pormenores na qualidade de construção…

Anteriormente e depois de um intervalo de tempo sem mota, tive uma Yamaha TT-R600, a ideia inicial era comprar uma DT-R125 para fazer umas brincadeiras, mas o apelo de uma mota “maior” e uma boa oportunidade de negócio, fez-me adquirir em usada a TT-R. Era uma boa mota, vocacionada para o TT, embora pesada e volumosa, mas por outro lado, com argumentos para poder transportar uma segunda pessoa e permitir fazer o dia-a-dia com o mínimo de comodidade. Destaque para o amortecedor traseiro regulável da Ohlins. Como ponto muito negativo e o que me fez desgostar dela, trocando-a pela NX4, foi a ausência de motor de arranque eléctrico, passei algumas situações menos boas com o seu “kick”…

Quando comecei a trabalhar, quis arranjar um meio de transporte prático e económico, acabei por comprar uma Honda Vision 50, que nunca me deixou ficar mal, mesmo não sendo propriamente a acelera da moda na altura. Ainda deu para aprender umas “coisinhas” aos comandos desta scooter, aguentou tudo, desde tiradas mais ou menos longas sempre a fundo, a trilhos de terra, verdadeiros dilúvios naquelas manhãs de Inverno a caminho do trabalho, ou ` noite de regresso a casa, vindo do ginásio. Não posso negar que ficou um sentimento muito positivo relativo `s aceleras por culpa desta Honda Vision, e sem dúvida que este tipo de veículo é o ideal para as deslocações diárias… muito práticas…

Do presente para o passado, chego finalmente ` minha primeira mota, uma Yamaha FS50 de 1977, quase com a minha idade, tinha eu 15 anos. Aprendi a andar nesta FS sozinho no quintal da minha casa por intuição, tal era o gosto que já tinha pelas motas, inicialmente e durante alguns dias era só primeira, mas depois comecei a engrenar segunda… sempre dentro do quintal! Tirei a licença de condução com ela, ia para o liceu e aproveitava tudo e mais alguma coisa, para a tirar do quintal. Fez diversas vezes a Nordela, algumas delas com o meu irmão atrás e quando ia ver o Motocross ` peculiar pista das Murtas, dava umas voltinhas nos arredores da pista, por vezes enfrentando grandes máquinas da altura, como por exemplo a recém chegada Honda CRM50. Tinha um ligeiro problema, pois com o aquecimento perdia rendimento de uma forma assustadora, o que se notava ainda mais com pendura. Aquecimentos ` parte, o seu pequeno e “idoso” motor de 50 cc com caixa de 5 velocidades, até dava para as despesas…

Os meus primeiros “cavalinhos” com a FS50…

FS50

Motas e as Curvas…

Pois, todos nós as fazemos, é certo, mas sabemos mesmo fazê-las?! Não as conseguiríamos fazê-las muito melhor?!

Não basta termos a melhor mota, o melhor piso de asfalto, os melhores pneus do mercado, nem mesmo muitos anos de experiência. É um facto que todos estes pontos vão ajudar, e muito, mas é preciso perceber um pouco como se processam as coisas, é preciso alguma teoria, técnica de condução, e obviamente, ir actualizando esta última…

Não existem grandes segredos, mas podem haver alguns pormenores que passam despercebidos, ou que nem nos damos conta que os utilizámos na condução na nossa mota, em geral, e na descrição das curvas, em particular. E por vezes são coisas tão lógicas, outras nem por isso…

A primeira coisa a fazer quando nos deparámos com uma curva é adequar a velocidade para a podermos descrever correctamente, ou seja, é necessário abrandar utilizando os travões e a caixa de velocidades. Já agora convém referir que ambos os travões devem ser actuados numa proporção que poderá ter algumas variações consoante as circunstâncias, mas numa força a aplicar dentro dos 75% no dianteiro e 25% no traseiro. Deverá também ser escolhida a mudança mais acertada para o grau da curva e antes da entrada da curva a mota deverá estar sempre desembraiada, conseguindo-se assim, capacidade de abrandamento, sem perda de equilíbrio…

A segunda é olhar para o ponto mais distante que se conseguir ` entrada e no descrever da curva, é importante olhar em frente e não para o chão ` nossa frente, a cabeça e os olhos deverão estar direccionados para o lado que se faz a curva, direita e esquerda respectivamente. Assim consegue-se uma visão mais ampla e maior controlo.

Como é óbvio o próximo passo será inclinar a mota. Para isso normalmente utiliza-se o peso do corpo para forçar a mota a “deitar-se”, pois, também é um factor importante, mas o que faz realmente uma mota em movimento inclinar-se é a técnica de “countersteering” (contra-brecagem)! É verdade, poucos se dão conta mas todos, mesmo que inconscientemente, utilizam esta técnica para inclinar a sua mota nas curvas. Como é que se faz isso?! - Não tem nada que saber, para inclinar a mota para a direita, fazer pressão (empurrar) o punho direito para a frente, para inclinar para a esquerda é exactamente a mesma coisa, mas a pressão para a frente é feita no punho esquerdo. Tomando consciência desta técnica e praticando-a, é normal que a mota nos pareça muito mais ágil e leve, que as curvas pareçam mais fáceis e que aos poucos se consiga fazê-las de forma mais rápida, limpa e segura. Esta técnica poderá também ser muito útil mesmo quando se circula em linha recta, por exemplo, para fazer uma manobra de desvio de um qualquer obstáculo que se nos depare na via de circulação.

Finalmente e já durante o descrever da curva deve-se manter uma aceleração suave, constante e/ou progressiva, o que nos dará o equilíbrio de pesos entre os dois eixos e a estabilidade necessária, para traçar a trajectória correctamente. Nunca abrandar ou travar durante o descrever da curva, o que irá contra o acima descrito. É melhor entrar mais devagar e depois estabilizar a aceleração até ` saída para depois poder acelerar livremente, do que entrar muito depressa na curva, ter de cortar acelerador, ou travar, desestabilizando todo o conjunto, perdendo velocidade e obrigando a manobras de improviso não pretendidas.

Boas curvas… com segurança!