Hoje, 2ª feira dia 27 de Novembro de 2006, após sair do meu local de trabalho e após uma breve paragem no local do costume, ou seja, no Stand Suzuki de Carreiro & Ca., dirigi-me ` gasolineira da Galp na zona de S. Gonçalo para abastecer a minha mota.
Eram sensívelmente 18:15 e ao encontrar-me na fila de abastecimento, juntamente com um Senhor que possuia uma Honda Hornet 600, toda ela bem alteradinha :-), sai um funcionário da Galp das instalações a avisar-nos que se queria-mos abastecer teria-mos que retirar o capacete de modo a ficar-mos com os rostos vísiveis, caso contrário o funcionário do caixa não autorizaria o abastecimento
Olhamos indignados para o funcionário e o mesmo retorquiu dizendo que nos conhecia de vista e que sabia que somos clientes habituais daquela gasolineira, mas tratava-se de uma medida de segurança, porque têm sofrido roubos de gasolina do pessoal das motas, isto é, existem indivíduos que andam de mota, que abastecem e não pagam, usando a velha técnica de abastecer sentado na mota e como é normal, com o capacete na cabeça e depois arrancam rápido sem pagar.
Até aqui tudo bem! É uma situação compreensível!
Mas, ao dirigirmo-nos até ao interior para pagar a gasolina, o Senhor da Hornet começou a reclamar, dizendo que não achava correcto obrigarem-lhe retirar o capacete, pois torna-se uma situação chata ter que, por vezes, segurar o capacete e segurar a mangueira de abastecimento ao mesmo tempo.
Os funcionários que se encontravam por detrás do balcão começaram tipo a “bombardear” este Senhor com, digamos, “filosofia barata”
de que faziam aquilo porque o pessoal das motas abastece, foge e não paga, porque as motas não têm matricula na frente, porque o capacete esconde a cara, que o patrão diz que agora em diante é assim e mais nada, etc, etc.
Justificações que não deixaram o Senhor da Hornet satisfeito (nem a mim) e que limitou-se a dizer que se era para continuar assim deixava de abastecer ali!!! Muito bem dito!
Quando chegou ` minha vez de pagar, eu tentei estabelecer diálogo com os funcionários dizendo que por um lado o patrão deles tinha razão em tomar medidas drásticas para com o pessoal das motas, mas que por outro lado aquela atitude de obrigar o cliente a retirar o capacete, em frente de todos os outros utilizadores da gasolineira, é uma forma de chamar ao Motard de ladrão :-(, causando ao mesmo indignação e até mesmo embaraço perante as outras pessoas que assistem.
Mas é como diz o ditado, quem não deve não teme!
Após esta minha observação os funcionários volaram a repetir as mesmas desculpas, mas de uma forma mais “dura” e com pouco respeito e compreensão pelo cliente e sua observação e ainda proferiram comentários, que no mínimo são rídiculos ou demosntradores de pura ignorância
Senão vejam lá: um deles disse-me que colocasse uma matrícula na parte dianteira da mota e assim não haveria problema, porque eu estava identificado em caso de fuga, e eu respondi que a lei não me obriga a colocar matrículas na dianteira e caso obrigasse concerteza que lá estava, nem que me obrigasse a ter 10 matrículas (que seria um pesadelo!). Outro funcionário limitou-se a mandar “indirectas” de que os Motards são uma cambada de ladrões e que abastecem e fogem. Outro limitou-se a dizer que agora era assim e mais nada. E ainda…outro funcionário disse que agora seria assim, porque senão eram eles que pagavam ao patrão a gasolina que o pessoal das motas rouba.
Pelo amor de Deus… tudo bem que estamos em época de Natal e que as crianças acreditam no Pai Natal, mas quem anda de mota já é, supostamente, adulto e já não acredita em “chalaças” desse tipo!!!
Conclusão: Por uns pagam todos!!!
A atitude da Galp é compreensível e ninguém abre um negócio para perder dinheiro, mas a forma como estão a fazê-lo não é a mais correcta, com os funcinários a “mandarem bocas” de ladrões ao pessoal em geral das motas, de não possuirem um aviso nos locais de abastecimento a avisar dos novos procedimentos e principalmente de se esquecerem que um cliente pode sentir-se lesado por esta forma de tratamento, ou seja, de ser chamado indirectamente de ladrão por ter uma mota, e poder pedir o livro de reclamações de fazer uma reclamação. Já para não falar que poderá fazer uma queixa/reclamação para instâncias superiores ou mesmo deixar de abastecer naquele posto (e com a crise que está em Portugal, ninguém se pode dar ao luxo de perder clientes).
É uma situação delicada e complicada, mas para que é que servem estes sistemas de segurança tão avançados que dizem possuir, como câmaras de filmar????
Por mais que nos questionemos iremos chegar sempre ` conclusão de que em Portugal quem anda de mota é sempre visto como infractor da lei, como um acelera, como principal causador de acidentes e agora como ladrão de gasolina.
E o pessoal dos automóveis (alguns, não todos), já alguém (autoridades competentes) se lembrou de verificar ultimamente os comportamentos irresponsáveis que diariamente cometem, especialmente em hora de ponta e em rotundas como a que fica junto do hipér SolMar????
Eis a questão!!!
Da minha parte, resta-me cumprir com as regras deles se quizer continuar a abastecer lá, ou colar no ecrã da V-Strom um autocolante ` semelhança da matrícula ou abastecer com a traseira da mota virada para o indivíduo que se encontrar no caixa, de forma a que ele veja a matrícula, a não ser que seja estrábico
Já sabem, abastecimentos na Galp por enquanto só sem capacete ![]()






Eu voto em abastecer com a traseira da mota virada para o caixa
Quando eles virem começar a criar filas para abastecer pode ser que montem câmaras na parte de trás
Digo mais… Ai de quem sequer “tentar” chamar-me de ladrão!!
E o mais importante! Nunca esquecer o LIVRO DE RECLAMAÇÕES
Boas Bruno,
infelizmente, se é verdade que alguém de moto abastece e sai sem pagar, tenho de concordar com a medida tomada. Mas pela falta de perfil para atendimento ao público dos funcionários do posto de abastecimento, também voto em abastecer com a traseira da moto virada para o caixa e realizar toda a operação muito devagar… só para não haver problemas de identificação. Enfim, mas lá diz o ditado “ladrão que rouba ladrão, tem cem anos de perdão”!!!
E as medidas que estão a tomar ainda são acietáveis, porque lembro-me que no passado as gasolineiras da Galp no Continente apenas permitiam abastecimentos `s motas mediante pré-pagamento!


Resultado: o pessoal das motas juntou-se, reuniram-se em grupos numerosos, dirigiram-se `s gasolineiras da Galp da sua localidade e fizeram o tal pré-pagamento, mas com moedas de 1 cêntimo
Agora imaginem lá um gajo que vai abastecer 20 ou 25 euros e apresenta um monte de moedas de 1 cêntimo ao funcionário???
E mais, aos grupos de 20, 30 e em alguns casos mais de 30 motas numa gasolineira, todos a fazer pré-pagamento com moedas!!! Espectáculo!!!
É lixado, mas dinheiro é dinheiro e toca a contar aquilo tudo porque poderá estar em falta algum cêntimo.
Resultado: a Galp abandonou este tipo de política, porque causava grandes congestionamentos e consequentes chatices.
Mas se partirem para este tipo de medida cá eu vou adoptar a mesma medida!!!
Querem mais segurança nos abastecimentos, coloquem 10, 20, 30, ou mais câmaras de vigilância, coloquem seguranças a vigiar o pessoal, mas por favor, não tratem o pessoal das motas como potenciais criminosos.
Somos todos adultos e o que não faltam são soluções diplomáticas, legais e discretas de se lidar com determinadas questões.
Tenho dito!!!
Aviso os meus caros colegas que ontem ao fim da tarde enviei um mail para a sede da Galp a relatar a forma como o posto de abastecimento Galp em S. Gonçalo anda a tratar os clientes de motas.
Podem até nem dar atenção ao mail, mas fica ao menos uma espécie de chamada de atenção.
Só estou curioso para ver se ao menos me irão dar uma resposta.
boas …
a minha história neste estabelecimento também é curiosa
olhei lá para dentro e o empregado fez que não me viu
e eu como não podia deixar de ser , fui perguntar delicadamente ” ainda estava calmo , como é normal
” ,entrei e disse OH CHEFE QUERO ATESTAR , e os empregados ficaram a olhar embasbacados e não responderam , E OLHARAM DE CIMA A ABAIXO PARA MIM POIS ESTAVA COM A ROUPA DE OFICINA TODO SUJO , QUANDO TIREI O CAPACETE , O EMPREGADO DISSE , PEÇO DESCULPA SR. MARTINS NÃO O RECONHECI E EU MUITO PRONTAMENTE , E EU COM O TOM DE VOZ QUE SOU RECONHECIDO Á DISTANCIA QUANDO ESTOU IRRITADO
RESPONDI … SEU EU TIVESSE DE FATO E GRAVATA NÃO ERA PRECISO TIRAR CAPACETE ,E BLÁ BLÁ BLÁ QUASE 5MINUTOS AOS BERROS DENTRO DA GALP , AO PONTO DE VIR O GERENTE PEDIR PARA ME ACALMAR E PEDIR DESCULPA …
há muito pouco tempo eu estava a exprimentar a moto de um cliente e fui abastecer á galp , parei , desliguei a moto , tirei a agulheta, esperei…. esperei… esperei… e nada
RESUMINDO , ACHO QUE DEVIA-MOS JUNTAR O MAIOR Nº POSSIVÉL DE MOTARD´S E IR NUMA SEXTA HORA DE PONTA OCUPAR TODAS AS AGULHETAS AO MESMO TEMPO COM AS MOTOS E VER COMO ELES SE SENTEM QUANDO OS MOTARD´S FIZEREM PARA OS CAIXAS DE FACTURAREM , AI SIM VÃO VER SE ELES DEIXAM ABASTECER OU NÃO SEM TIRAR O CAPACETE
SE QUISEREM CONTEM COMIGO
Gosto dessa ideia!!!
Podem contar comigo também.
è pró nariz….
Informo o pessoal que ontem ao fim da tarde recebi um mail vindo da sede da Galp de cá-S. Miguel, a fim de eu marcar um dia, hora e local com eles para esclarecer/relatar a situação ocorrida naquele posto de abastecimento.
Foi para mim uma grande surpresa a atenção que estão a dispensar a este caso e só prova que as empresas cada vez mais dão atenção `s reclamações/sugestões dos clientes e que também preocupam-se com a sua imagem.
É claro que já lhes respondi a confirmar que estou disponível para tal e tudo farei para clarificar e demonstrar que não estão a ser correctos com os Motards, de modo a que não sejamos alvo deste tipo de tratamento discriminatório num futuro próximo.
Caros colegas, estive em reunião ontem pelas 17:30 com o responsável pela rede de postos de abastecimento Galp no Arquipélago dos Açores, o Sr. Ricardo Fonseca, o qual recebeu-me a fim de esclarecer a situação ocorrida.


A conversa foi agradável e o Sr Ricardo Fonseca logo me explicou que a minha reclamação tinha sido levada muito a sério pela Galp, dado que era uma oportunidade para melhorarem a qualidade dos seus serviços e porque o cliente Motard também é importante para eles.
Resumindo: apresentou-me em nome da empresa as desculpas pelo sucedido, o gerente e funcionários daquele posto foram adveretidos/avisados para que aquele tipo de situação, nomeadamente falar com o cliente em tom ríspido e altivo, para que nunca mais se repita, dado que recebem formação para saberem como comunicar com o cliente, não havendo razão para aquilo que se passou.
Mas a situação de abastecimento para os Motards vai se manter na medida em que é uma situação que veio por “arrasto” do Continente e é a única forma que por enquanto têm de contornar a situação.
O Sr. Ricardo Fonseca pediu-me sugestões para mudar este cenário e eu referi para que não optassem por esta via e após debater-mos algumas soluções, o melhor mesmo será, quer queira-mos quer não, ou tirar o capacete, apesar do mesmo também não concordar com esta medida, ou fazer pré-pagamento
O Sr. Ricardo ainda referiu que tem em vista a colocação de uma máquina de abastecimento em cada posto Galp, que funciona com o cartão Galp frota e temos descontos, e também funciona com o multibanco ou visa, isto é, coloca-se o cartão, abastece-se e recebe-se um talão ` semelhança de qualquer pagamento por multibanco/visa, evitando-se assim filas e congestionamentos.
Também referiu que tinha estado em conversações com o Clube Motard de S. Miguel para os sócios terem o cartão Galp frota e obeterm assim descontos. Mas parece que está tudo em “águas de bacalhau”
Conclusão: os Motards vão ter que colaborar com este novo sistema, o Sr. Ricardo disse que ia avisar aos postos para colocarem um aviso a informar as novas normas de abastecimento para os motociclos e também forneceu-me os seus contactos para futuras sugestões ou situações desagradáveis que aconteçam, de forma a melhorarem o seu atendimento.
E já agora uma curiossidade, os funcionários pagam na realidade toda a gasolina que é abastecida e não é paga (roubada). Por isso a situação é compreensível visto por este prisma
De qualquer forma já sabem, reclamem imediatamente caso sejam mal atendidos e alvo de comentários desagradáveis como eu fui, porque não há razão para tal e vamos tentar colaborar com eles para que futuramente estas medidas desapareçam com o aumento de confiança.
O ideal era continuar como antigamente, mas até lá resta-nos colaborar.
Nota positiva ` Galp pela importância que dão `s reclamações dos seus clientes, nomeadamente recebendo-os pessoalmente, ouvindo-os e aceitando sugestões.
Boas curvas!
Por mim não vou nessa!
Tantos sistemas de segurança e é assim tão fácil fugir sem pagar?!
Não tiro o capacete, não faço pré-pagamento, nem viro a mota de traseira para o balcão…
Assim que me é exigido algo do género numa bomba de gasolina, simplesmente monto a mota, vou-me embora e procuro outra bomba onde não o façam…
Já o fiz na bomba da BP na Estrada da Ribeira Grande e volto a fazê-lo as vezes que forem precisas…
Se na Galp é assim, nem ponho lá os pés, ou as rodas!
Concordo inteiramente com o teu ponto de vista Rui!
Mas para aqueles que querem continuar a abastecer naquele posto da Galp já ficam a saber como é que será processado em relação aos motociclos.
Eu na última vez que abasteci a mota já foi num posto de abastecimento da Repsol e não tive que tirar o capacete e não fizeram problema com isso e provavelmente continuarei a abastecer lá. De qualquer forma, o facto de ser recebido pela Galp, ser ouvido e aceitarem sugestões já foi um acto louvável, porque na maior parte dos casos nem ligam `s reclamações dos clientes.
Ainda bem que ainda temos opção de escolha!!!
Para os que, apesar das inconvenientes medidas, continuem a abastecer na Galp tenho uma sugestão:

Sejam cautelosos com o pré-pagamento, não paguem gasolina que não vão conseguir abastecer e para isso têm sempre a hipótese de fazer pré-pagamentos de 1€ de cada vez
Pode ser que a gasolineira ganhe confiança em nós mais rápidamente
Used fuel gap myself, excellent. And the honda hornet 600!