MOTOGP – ESTORIL
A CRÓNICA!!!
A nossa viagem até ao Estoril para vermos o MotoGP de Portugal começou curiosamente numa 6ª feira 13, dia este que para muitos seria dia de azar ou mau dia para se viajar de avião. Mas nada de superstições, os Kaxxazzos estavam a bordo do Airbus mais recente da Sata Internacional, por isso nada podia correr mal, pelo contrário, até começou bem, porque o Telmo fez o chamado pré-seat, ou seja, uma reserva de lugar, que foi nada mais nada menos que a 1ª fila logo após a executiva, que prima pelo maior espaço para as pernas e uma sensação de irmos em executiva. Ao chegar-mos ao aeroporto de Lisboa apanhamos uma grande seca ` espera das nossas malas, porque os operadores de rampa de Lisboa são Alentejanos e demoraram tempo como o caraças para retirarem as malas doa avião para a passadeira rolante. Mas nada de stress, porque afinal não é o facto de ser 6ª feira 13 que nos vai assustar.Após finalmente as malas terem chegado, dirigimo-nos para os táxis e tomamos um até ao Hotel Altis Park, o qual possui protocolo com a Sata, sendo por isso mais barato para os Kaxxazzos. Ao chegar-mos ao hotel, já cheirava a MotoGP, pois haviam umas 5 motas estacionadas no lado de fora, todas devidamente acauteladas com cadeados que mais pareciam para amarrar elefantes, imaginem lá o quanto os seus donos prezam por elas ou já devem ter ouvido falar dos amigos do alheio de Portugal. Ao dirigirmo-nos ` recepção, o Kaxxazzo do Telmo identificou-se e perguntou pela nossa reserva, que para nosso espanto recebemos uma resposta negativa e preocupante, ou seja, o recepcionista informou-nos que tinha havido um problema com as reservas e que o hotel estava completamente cheio, não havendo lugar para nós!!! Imaginem lá a nossa cara…, ficamos literalmente com caras de cu e eu a fazer associações ao facto de ser 6ª feira 13 e de este ser o nosso azar para o dia e resultado disso uma noite ao relento ou numa pensão rasca. Mas novamente a sorte sorriu-nos, ou não fosse-mos nós os Kaxxazzos, internacionalmente conhecidos e idolatrados, isto é, o recepcionista limitou-se a informar-nos que estava a pensar em transferir-nos para uma outra unidade hoteleira da mesma empresa do Altis, que era nada mais nada menos que o Altis de 5 estrelas situado mais no centro da baixa lisboeta, nas mesmas condições, ou seja, pagar o mesmo preço como se tivesse-mos ficado no Altis “normal”. O recepcionista ainda perguntou-nos que fariam aquilo desde que nós não nos importasse-mos e é claro que informa-mos que não.
Mas não há bela sem senão, a 1ª noite seria num quarto com cama de casal e a única hipótese que havia para contornar esta situação era a colocação de uma cama suplente tipo aquelas que saem dos sofás e no dia seguinte efectuariam uma troca para um quarto duplo vago. Claro que aceitamos as condições e eu preferi ficar na cama do “desenrasque”, pois não queria correr riscos na mesma cama com o Telmo, tipo Keeway no way. Para vossa informação, informo que o Altis Park pagou-nos o táxi até ao outro Altis de 5 *. Enfim, tratamento digno de VIPs que naturalmente somos.
Ao ir-mos de táxi para o outro Altis, o taxista não se inibiu em perguntar o motivo da nossa viagem e ao saber que tinha haver com o MotoGP começou a falar-nos das motas que teve, das suas aventuras, enfim, conversa fiada que terminou com uma expressão que acabou por ser a expressão da viagem- “ganda maluco”.
Ao chegar-mos ao Altis ficou combinado a troca de quarto e após uma noite de repouso, acordamos `s 7 da manhã, tomamos o pequeno almoço, no qual não me inibi de encher bem a barriguinha, pois é como dizem, tá tudo pago (private joke) e dirigimo-nos para o metro e do metro fomos para o comboio em direcção ao Estoril, para de seguida tomar-mos um autocarro que nos levaria até ao circuito do Estoril, para ver-mos os treinos de qualificação.
E assim foi, tomamos o metro, seguidamente o comboio e finalmente o autocarro, o qual nos levou direitinhos ao circuito e decidimos ficar mesmo no início do mesmo, para poder-mos apreciar tudo desde o princípio.
Assim sendo, ao descer-mos do autocarro constatamos de imediato que respirava-se MotoGP, pois o trânsito ás 9 e tal da manhã naquela zona já estava a tornar-se mais intenso, com muitas motas a circularem de um lado para o outro e muita GNR ` mistura a controlar a condução dos Motards.
No lado de fora do circuito já se ouvia as 250 nos treinos de qualificação, as quais emitiam um som difícil de acreditar, ou seja, extremamente elevado e só para terem uma ideia, qualquer 1000 cc de estrada, quer seja bi ou tetra, com escapes livres/rendimento, não faz mais barulho que aquelas meras 250 2T. só isso deixou-nos maravilhados e a pensar como seria as MotoGP com os seus 990 cc a 4T, a coisa prometia!!!
Entramos no parque exterior do circuito onde estavam vários camiões, sem o atrelado que estava no interior do circuito, das várias equipas, desde os pneus Dunlop, dos capacetes Shark, da Arai (que era mínusculo), da Ducati, da Honda, etc, etc. dirigimo-nos para a zona onde se encontram as lojas do circuito e entrada para as bancadas vips e bancadas cobertas e pudemos apreciar a quantidade de “barraquinhas” com merchandising oficial das marcas, que incluía simples bonés, passando por t-shirts, pólos, polares, bolsas de cintura, etc, etc e decidimos que ia-mos de comprar algo mais tarde. Curiosamente, a Honda Repsol tinha uma loja oficial com todo o seu merchandising, sendo esta loja perfeitamente perceptível, pois tinha no topo uma Honda RCV 211 tipo balão de ar.
Continua-mos a nossa caminhada pela rua a cima em direcção ` nossa bancada, a H, sempre acompanhados pelo som incrível das 250 e na estrada ao lado do passeio onde seguia-mos deliciamo-nos com as muitas, mas mesmo muitas motas que seguiam nas duas direcções, sendo 80% delas Rs, de todas as marcas e entre elas algumas exóticas, tipo Ducatis 999, Monster, uma raríssima Bimota Delírio, que é linda de morrer e com o tal som Ducati, que é divinal. Também vimos muitas outras de outros segmentos, como muitas turísticas, tipo Pans, Bms LT, Trails como muitas GS, Varaderos, V-Stroms, Adventures, bem como Choppers, Nakeds, Supermotos, enfim, havia de tudo e para todos os gostos.
Andamos um bom bocado até chegar-mos ` nossa bancada e quando lá chegamos, as meninas da entrada passaram uma máquina para ler o código de barras do nosso bilhete e lá entramos e fomos para as bancadas onde ainda pudemos assistir ao restante treino das 250 e ficar-mos pasmados com aquele som e verificar que mesmo sendo 250 andavam bem rápido e mais pareciam ter mais cilindrada, pondo as coisas de outra forma, uma Supersport 600 poderá ter algumas dificuldades em bater aquelas abelhinhas na recta da meta, acreditem, aquilo anda.
Depois de acabar os treinos de qualificação destas, já se ouvia ao longe nas boxes os mecânicos a ligarem as “bestas” de 990 cc e aquilo em relanti e só com pequenas acelerações já nos deixava de queixo caído e a pensar que quando estivessem a circular de punho aberto o som seria concerteza elevadíssimo. E não nos enganamos!!!
Elas ao entrarem em pista e a começarem a acelerar para fazerem bons tempos de qualificação, o som era simplesmente de outro mundo, ou seja, elevado como o caraças, um som super forte e chega mesmo a ser um pouco ensurdecedor, mas lindo e entusiasmante de se ouvir.
De imediato constatamos que os sons mais espectaculares eram o da Ducati e o da Suzuki, sendo que o da Ducati era grave e profundo e o da Suzuki mais agudo e estridente, mas os dois notavam-se que eram nitidamente V4. O som da Honda RCV também era bonito, mas não tanto como as anteriores, pois é um som algo descaracterizado e fora do normal, tipo uma corneta a tocar de forma estridente, talvez por ter uma configuração de V5. Quanto ao som da Yamaha e da Kawasaki, os tetra, bem, esses são algo feios e sem alma, com especial destaque para a Kawasaki, que emite um som que parece estar avariada ou desafinada, mas o da Yamaha era mais certinho, mas pouco entusiasmante quando comparados com a Ducati, Suzuki ou mesmo Honda. E resta-nos o protótipo que circulou nas mãos do experientíssimo Garry McCoy, a Ilmor 800 cc, a qual emite um som que mais parece uma 250 2t potenciada. Acreditem, não parece uma 4T e quando entra na recta da meta parece uma abelha a alta velocidade, isto é, dá um berro todo esganiçado, parecendo que tá a fazer das tripas coração para chegar ao fim da recta, mas anda muito bem, até bem demais, quando comparada com as outras de 990 cc.
Depois das MotoGP, seguiu-se o treino das 125 2T, que não são menos espectaculares e também berram que se fartam, mas são menos interessantes de se ver, pois são mais lentas que as outras, mas mesmo assim dá para impressionar e temos que ter em conta que o pessoal que lá anda são essencialmente jovens em início de carreira e quem sabe, alguns deles futuros Rossis.
Os treinos foram sempre acompanhados por 2 locutores que falavam ao microfone para todo o circuito, um espanhol que falava pa caraças e um português que pouco falava e pouco dizia de jeito.
Uma curiosidade, durante os treinos de qualificação, o Telmo deu por si com um espanhol a enrolar um charro e começa a fumar, passando de seguida aos 2 filhos, com idades compreendidas entre os 14 e 15 anos. Os 3 fumaram aquilo na boa, sem tabus e problemas e nós os 2 sempre a apanhar com aquele cheiro, especialmente o Telmo e correndo um sério risco de apanhar-mos uma grande pedra tal como eles. Mas não aconteceu, pelo menos comigo.
Após a 1ª sessão de trenós de qualificação, fomos a pé ao Cascais Shopping comprar qualquer coisa para comer, pois não tinha-mos levantado dinheiro antes de vir-mos para o circuito e não haviam caixas de Multibanco no circuito e só encontramos uma numa estação de serviço já perto do shopping e para nosso azar essa estação de serviço não tinha comida e tivemos mesmo que andar mais um pouco até ao shopping para almoçar-mos. Andamos mais ou menos quase uma hora a pé até ao Cascais Shopping, observando sempre o trânsito que ficava cada vez mais caótico e com muitas motas sempre a circular de um lado para o outro.
Compramos o almoço, seguimos a pé novamente para o circuito e almoçamos debaixo das bancadas, onde fazia sombra, pois no sábado fez um dia de Verão, com muito calor e céu limpo e azul.
Voltamos para as bancadas e vimos a 2ª e última sessão de treinos qualificados e no fim dos mesmos, tipo meio da tarde, saímos do circuito em direcção ` paragem dos autocarros para ir-mos para o comboio e fomos sempre observando as muitas motas que circulavam de um lado para o outro, e constatamos que haviam Rs em maioria, sendo que para nossa alegria as Rs em maioria eram GSX’Rs e CBRs, havendo também muitas Yamahas, mas em minoria e Kawasakis muito poucas e julgo que a maior parte das verdinhas que vimos foram as naked Z 750. Lá de vez em quando passavam umas Ducati 999, Ducatis Monster, umas quantas Aprilia RSV Mille e muitas destas Rs das várias marcas encontravam-se bem equipadas, com escapes de “alta costura”, como é o caso dos muitos Yoshimura Tri-Oval que se viam montados na maioris das GSX’R, muitos Akrapovic, alguns Laser, Leovinces, Arrows e os Termignoni nas Ducati. Haviam mais marcas, mas em número insignificante. Também se viam muitas Rs com amortecedores de direcção, Ohlins e Hyperpro e cabos em malha de aço nos travões, já para não falar das traseiras todas curtinhas sem o tradicional suporte inestético de matrícula.
Muitas das motas que por lá circulavam eram espanholas, facilmente identificáveis com as suas matrículas tipo XL, mesmo grandes, nós é que não damos o valor ao tamanho das nossas, porque imaginem lá uma R sem o suporte de matrícula e com aquela chapa enorme ali na traseira, mata a estética da mota.
Já me esquecia, também vimos muitas Bms K 1200, quer a versão Naked, quer ma versão de pista. Vi mais do que aquilo que estava ` espera de encontrar e são ao vivo espectaculares e com um som nada típico de uma Bm, ou seja, forte e cheio. Também vimos algumas Harleys e algumas delas personalizadas.
Antes de irmos para a paragem do autocarro, paramos nas barraquinhas oficiais de merchandising, porque queríamos comprar algo da equipa do nosso coração, isto é, da Rizla Suzuki. Para nossa desilusão eles não possuíam nada da Suzuki, não que já tivessem vendido tudo, simplesmente não existe material da Rizla Suzuki para venda. Ficamos super fulos e tristes e a pensar porque raio é que não há nada daquela e só mesmo daquela equipa para venda e fomos para a paragem do autocarro tentando não pensar mais naquilo, tentando distrair os nosso pensamentos com algumas beldades que passavam de 2 rodas e 2 pernas. Tomamos o autocarro e fomos para o comboio, sendo que a nossa próxima paragem de comboio seria em Algés para irmos para o “Oeiras Motard Festival”, que era uma concentração Motard por ocasião do MotoGP, que incluía um concurso de Miss t-shirt molhada, demonstração de Stunt Riding de Paulo Martinho, tenda electrónica, pista aberta para o pessoal que quisesse ir mostrar ao público as manobras que melhor sabe fazer de mota, comes e bebes e barraquinhas com venda de material para Motards.
E assim foi, paramos no referido local e como ainda não estava na hora de abertura do local da concentração ficamos no lado de fora ` espera da hora e entretanto pudemos observar “in loco” 2 motas completamente alteradas que estavam nos atrelados para serem expostas na concentração, que eram uma saudosa Yamaha FJ 1000 (a que tinha um monobraço na dianteira) toda transformada em Streetfighter e uma Chopper com um pneu traseiro tipo 300 de largura e com um motor de 4 cilindros de uma Honda CB 750, estando esta igualmente magnífica.
Também íamos observando o pessoal que se ia concentrando no exterior para ir ` concentração, onde observamos várias máquinas interessantes, como uma espectacular Suzuki TL 1000 S e uma impressionante Kawasaki ZZR 1400, com uma gaja boa pa caraças ` pendura.
Nesse entretanto reparei que tinha chegado um jipe da Suzuki, o novo Vitara, todo decorado com as cores da Rizla Suzuki, onde saíram umas meninas vestidas com as mesmas cores e de um momento para o outro notamos que as mesmas estavam a distribuir gratuitamente merchandising da Rizla Suzuki. Corremos que nem uns loucos até elas e começamos a pedir material, que nos foi cedido gratuitamente, mas sempre acompanhado do papel de arroz Rizla. Recebemos várias coisas, desde bandeiras grandes, passa montanhas para o pescoço, autocolantes e aquelas pulseiras em borracha que estão agora na moda. Aquilo que realmente queríamos, ou seja, bonés, t-shirts, pólos, polares e camiseiros já tinha esgotado. Ainda ouve um indivíduo que perguntou a uma das pessoas que andava a distribuir quanto dinheiro é que queria pelo boné da Rizla que tinha na cabeça e o mesmo respondeu que não estavam ali para vender mas sim para oferecer e que o boné era dele e tinha muita pena mas os bonés já se tinham esgotado.
Contudo, nada mau, a Suzuki é realmente uma grande marca e trata os seus fãs como deve ser, distribuindo o seu merchandising gratuitamente, enquanto que os fãs das restantes marcas tiveram que pagar para ter, e diga-se de passagem que o material era bem caro. Foi o início daquele que seria uma noite em cheio.
Quanto abriram as portas do recinto da concentração entramos e tratamos de jantar e de seguida demos umas voltinhas para ver o que havia naquele recinto para fazer e lá fizemos umas comprinhas numa barraquinha com alguns bordados típicos de Motards, tipo logótipos das marcas das motas, grupos sanguíneos, desenhos variados e t-shirts a dizer mensagens como esta; “mota antiga é como a mulher do amigo, olhas aprecias mas não tocas”.
Nessa noite vimos a demonstração de Stunt Riding do Paulo Martinho, que foi espectacular, com manobras de cortar a respiração, como foi o caso da mota deitada de lado no chão e ele em cima dela a acelerar a mota a fundo e ela a fazer círculos no chão muito rápido. As manobras efectuadas no quad Banshee também foram engraçadas e a manobra da noite foi efectuada numa Yamaha TT-R 125, a qual possui uma armação superior em forma de meia lua e o Paulo Martinho limita-se a acelerar e a travar a fundo e esta faz um burrinho com ângulo a mais parecendo que vai capotar, mas faz uma volta e volta a ficar em 2 rodas devido ` referida armação em meia lua.
Também pudemos observar vários artistas locais a demonstrar as suas manobras ao público que se baseavam essencialmente em cavalinhos e burrinhos, bem como alguns burnouts e muito barulho, pois havia uma ou outra que não tinha ponteira, apenas colectores.
Outra demonstração interessante foi a charanga da GNR, que eram, sei lá, umas 10 ou 15 motas da BMW, seguramente com mais de 20 anos, e nas quais fazem uma demonstração de uma espécie de Stund Rinding ` antiga, mas muito engraçado, na qual destaco a manobra em que anda um grupo de motas tipo em círculo e um outro grupo que vai furando estes através dos espaços pequenos existente entre a mota da frente e a de trás, sempre a uma velocidade consideravelmente elevada para aquela manobra. Muito fixe esta demonstração e o cheiro a gasolina destas Bms antigas nem vos conto, tresandava a gasolina. Também havia uma BSA nesta demonstração.
Na tenda electrónica encontrava-se um DJ a colocar música tipicamente de Techno, Underground ou sei lá o quê, sempre a bombar e ` meia noite começou outro espectáculo, o Custom Circus, que são uma cambada de gajos vestidos tipo os gajos do filme Mad Max e fazem cenas sem sentido algum, mas ao mesmo tempo engraçadas e animadoras. Para o seu espectáculo eles possuem desde motas, choppers Harley, passando por uma catterpillar, 2 camiões enormes, uma pick up americana antiga e uma espécie de tractor com caixa frontal. Quanto `s cenas malucas que faziam, estas eram sempre com o público ` mistura, chegavam mesmo a atravessar pelo meio do público e por exemplo, uma vez passa o gajo com a mota aos círculos e um gajo atrás deitado no chão agarrado a uma corda e indo de arrasto no chão com a mota a puxar-lhe. Outra cena foi a caterpillar com uma banheira dentro da pá e um gajo a fazer que está a tomar banho e na pá escavadora traseira uma gaja sentada lá vestida tipo noiva a distribuir papéis atirando-os para o ar. Cenas maradas não é ??? Eles fazem o seu espectáculo sempre acompanhados por música sempre a bombar, e alguma música tipo metal, como foi o caso do Marylin Manson e os mesmos também vão tocando ao mesmo tempo os seus próprios instrumentos. Enfim, espectáculo do inicio ao fim e quanto a nós muito fixe e animador. É diferente e bizarro, mas fixe.
Havia muito pessoal a ver este espectáculo e alguns deles estavam com grandes mexas na cabeça, ou seja, completamente pedrados, mas nunca incomodaram ninguém, estavam na sua.
Finalmente chegou o ponto alto da noite, o concurso Miss t-shirt molhada!!! Esteve em palco, acho eu, umas 6 raparigas, todas elas muito jeitosas. A água começou a correr por cima das t-shirts, as transparências começaram a surgir e era o público a delirar com aquilo e o gajo que estava em palco a derramar a água suava por todo o lado e não era para menos, pois a qualidade era muita em palco. Este foi o momento alto da noite e foi para nós o último momento da noite, pois já eram quase 3 da manhã e tínhamos que ir dormir qualquer coisa, pois dentro de poucas horas tinha-mos que regressar ao Estoril para ver as corridas.
Fomos para o comboio e fomos até ` paragem final e seguidamente tomamos um táxi até ao hotel e para nossa surpresa o taxista estava a conduzir fumando um charro e estava completamente desnorteado da cabeça dizendo que o dia não lhe estava a correr nada bem. Ele estava tão maluco que passou por nós uma gaja num carro com uma blusa decotada que ele gritou assim para ela: “tá-se a ver o peitinho!!!”e nós nada mais fizemos que rir e levar aquilo tudo na boa.
No dia seguinte levantamo-nos bem cedo, tomamos o pequeno almoço e fizemos a mesma rotina do dia anterior, isto é, metro-comboio-autocarro e neste último transporte conhecemos um senhor já com a sua idade, do Canadá e que nos contava várias histórias do mundo das corridas, pois já as via muito antes de termos nascido. Era bom conversador.
Ao chegar-mos junto do circuito o trânsito estava infernal, haviam ainda mais motas a circular de um lado para o outro, os parques completamente cheios de motas e ao chegar-mos ` nossa bancada os lugares sentados já estavam praticamente todos ocupados e limitamo-nos a sentar nas escadas, porque os lugares que se encontravam vagos tinha mochilas a guardar lugares.
Contudo, tivemos sorte e lá conseguimos desenrascar 2 lugares sentados e com o passar do tempo aquela bancada encheu de tal forma que até as escadas ficaram completamente ocupadas, que não dava para perceber onde é que ficavam as escadas, ou seja, um mar de gente. Levantar de lá para ir comprar comida estava fora de questão, porque além da dificuldade em passar nas escadas, quando alguém se levantasse do seu lugar perdia automaticamente o lugar.
Como consequência vimos as corridas todas de manhã até início da tarde sem almoçarmos e para nosso azar havia montes de pessoal ` nossa volta, já habituados a estas andanças, com comida, a fazerem sandes de queijo e presunto e muita cerveja ` mistura. Haviam uns Espanhóis que tinha uma, acho eu, perna de porco num suporte de madeira e estavam a cortar presunto `s fatias e nós os 2 com águas na boca a ver aquilo, na esperança que nos fossem oferecer um pouco, mas ficamos foi a ver navios.
Na nossa bancada haviam espanhóis em maioria e estavam maioritariamente a apoiar o Pedrosa e curiosamente quando o locutor espanhol pedia uma salva de palmas para o Gibernau eles entoavam assobios e o típico “uuuuuuuuu”. Percebemos de imediato que o Gibernau é um Espanhol mal amado. Será que foi por causa da sua época passada desastrosa???
Tirando este 10% de fãs do Pedrosa, 80% são fãs do Rossi, com montes de pessoal com t-shirts, bonés, lenços, etc com as cores do Rossi. É uma loucura total a quantidade de fãs que existem do Rossi e a maior parte deles são fãs não porque o Rossi está na Yamaha, mas sim pelo piloto que é, pela mística que possui, pela sua imagem, condução e tudo o mais que possamos imaginar. Por exemplo, quando terminou a corrida e o Rossi passou pela nossa bancada acenando, havia uma rapariga ` minha frente com várias peças de vestuário com as cores do Rossi, que simplesmente fez várias vénias a ele aquando da sua passagem. Isto é só para terem uma ideia da importância do Rossi e veneração existente ` volta dele.
Eu não vi muitos fãs de marcas propriamente, mas sim fãs de pilotos, ou seja, há efectivamente pessoal a assistir a corrida e que é fã da marca x, y e z, mas não demonstram assim de forma tão clara. Vêem-se mais demonstrações de afinidade a pilotos do que a marcas, o que é uma situação louvável, porque evitam-se fanatismos por marcas. Também ao longos destes dias nunca assistimos aos fanatismos por marcas que acabei de referir e verificamos grupos de amigos viajando em grupo e com motas bem distintas, isto é, grupos de Rs onde haviam desde CBRs, GSXRs, YZFs, etc. eu acredito que exista algum fanatismo, mas nesse dia não vi demonstrações de tal ordem.
Quanto ` corrida, esta foi espectacular, com muita luta e o momento alto da corrida foi mesmo o Nicky Hayden ser abalroado pelo próprio colega de equipa, o Pedrosa e as voltas finais em que o Rossi e o Elias ultrapassaram-se várias vezes, levando a melhor o Elias para gáudio dos muitos Espanhóis que se encontravam a assistir ` prova. Ao vivo a corrida passa mais depressa que na televisão e sempre com 2 helicópteros no ar a filmar a corrida.
Conclusão da corrida, Hayden viu o campeonato ir de arrasto para a gravilha do Estoril e precisará de muita sorte em Valência e muito azar para o agora líder do campeonato, Valentino Rossi.
O Garry McCoy mais não podia fazer com aquele protótipo e teve que ir algumas vezes ás boxes. No entanto demonstrou que a Ilmor está no bom caminho e que as 800 cc com um desenvolvimento mais profundo poderão andar ao mesmo nível das 900 cc. O tempo dirá!
A corrida de 250 também foi interessante, com muitas ultrapassagens no grupo da frente e sempre a um ritmo frenético, típico desta classe. Muito valor teve o nosso representante luso que conseguiu classificar-se para entrar na corrida e conseguiu terminar a mesma, apesar de ter sido no último lugar. Mas o que conta é que participou e não desistiu.
Não ficamos para ver a corrida das 125, pois o campeonato para estes já estava decidido e devido ao menor entusiasmo e adrenalina que provocam não ficamos para ver e preferimos ir dar uma volta a pé pelas redondezas do circuito e tomar novamente contacto com o ambiente motociclístico que por lá se vive nestes dias.
Para muita pena nossa, no nosso lugar não dava para ver a s umbrella girls lá tivemos que nos contentar em imagina-las.
Quando chegou ao fim das corridas a sensação que ficou foi que tudo passou muito depressa e ficou no ar uma grande vontade de repetir esta experiência.
Dirigimo-nos para a paragem do autocarro para regressar-mos ao comboio e pelo caminho observamos mais algumas beldades em 2 rodas, como foi o caso de 2 Suzuki VZR M1800, que são lindas ao vivo e grandes e emitem um som colossal e também vimos mais 2 colossos, 1 Honda FC 1800 Valckrie Rune, uma Triumph Rocket III. E também vimos umas Suzuki M 800 pretas iguais `s de um Kaxxazzo bem conhecido de nós mas segundo ele, não tão espectaculares como a sua. Simplesmente Lindas!!!
Vimos muito mais, como as Triumph Speed Triple, Triumph Daytona 650, a Tiger, Ducatis 996 e 749, entre tantas outras que não consegui apanhar na objectiva da minha máquina pois quando pensava em tirar uma foto já ela tinha arrancado e eu ficava apenas a dizer “merda”!!!
O nosso último dia terminou no Centro Comercial Colombo para jantar-mos e dar umas voltinhas e ainda deu para encontrar o Fraga e a esposa por lá, os quais se tinham deslocado ao Estoril para ver o MotoGP mas não conseguiram, porque não tinham bilhete já pré-comprado eos bilhetes estavam esgotados.
De salientar que tinhamos dois bilhetes a mais para outra bancada, cedidos pelo Sr. Francisco Carreiro, o qual tinha recebido de oferta de uma coisa qualquer e cedeu-nos gratuitamente caso o lugar daqueles bilhetes fosse melhor que o nosso, que felizmente não era. Se soubessemos que o Fraga estava por lá tinha-mos lhe cedido gratuitamente os bilhetes e nós dissemos-lhe isso no Colombo, o qual já estava triste e ficou ainda mais. Paciência, para a próxima o pessoal de cá que for tem que ficar em contacto uns com os outros para evitar azares destes.
De qualquer forma aconselhamos a futuros interessados em ir ver o MotoGP para reservarem e comprarem os bilhetes através da net, através da http://www.ticketline.pt/, pois eles depois enviam os mesmos para a nossa morada evitando assim filas para compra de bilhetes e o facto dos mesmos poderem esgotar.
Para terminar esta longa crónica, resta-me apenas agradecer a paciência que tiveram para ler isto tudo, porque foi uma viagem em que para mim todos os pormenores foram importantes, inesquecíveis e importantes para vos contar.
Aconselho-vos a fazerem uma experiência idêntica ` nossa, porque vale a pena e tomamos contacto com uma realidade completamente diferente e após tudo terminar apenas fica no ar a vontade de repetir a experiência novamente, ou mesmo todos os anos.
Nós adoramos, se pudermos voltaremos um ano destes e aconselhamos!!!
P.S.: Viajar no dia 13 afinal trouxe-nos sorte, senão vejamos: hotel 5*, merchandising Rizla Suzuki grátis, uma bancada que se via grande parte da pista e a sorte de apanhar-mos uma concentração na altura do MotoGP.







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